A geologia de Franca, situada no Planalto de Franca sobre rochas da Formação Botucatu, impõe desafios específicos ao projeto de fundações superficiais. Os arenitos intensamente intemperizados geram mantos de solo residual arenoso e colúvios com alto índice de vazios. Esses materiais, quando submetidos a umedecimento progressivo ou elevação do lençol freático em períodos de chuva concentrada, frequentemente apresentam colapsividade. O engenheiro estrutural que ignora essa característica pode se deparar com recalques diferenciais severos em edifícios de múltiplos pavimentos, mesmo com cargas moderadas. A investigação geotécnica criteriosa, combinando sondagens SPT com ensaios de laboratório como a granulometria e limites de consistência, é o primeiro passo para definir a tensão admissível do solo e o tipo de sapata ou radier mais adequado para cada lote da cidade.
A colapsividade dos solos arenosos de Franca pode reduzir a capacidade de carga em mais de 40% após a saturação, tornando o ensaio de placa com inundação uma etapa crítica do projeto.
