O Planalto Ocidental Paulista expõe em Franca solos arenosos finos lateríticos, com horizonte superficial poroso e colapsível durante as primeiras chuvas de verão. O nível dágua profundo, típico do espigão divisor entre as bacias do Sapucaí e Grande, mascara a saturação temporária que ocorre em camadas suspensas após eventos concentrados. Dimensionar um radier nesse contexto exige mais do que a sondagem de rotina: o bulbo de pressões da placa atinge justamente a zona de transição entre o colúvio poroso e o solo residual maduro. Nossa campanha na região registra SPT iniciais baixos, entre 2 e 4 golpes nos primeiros metros, seguidos de impenetrável a partir dos 8 m, o que condiciona a escolha da espessura e da taxa de armadura da laje. Integramos o ensaio de placa quando o perfil indica heterogeneidade lateral, calibrando o módulo de reação vertical para o projeto estrutural do radier.
O coeficiente de reação vertical do solo de Franca varia até 40% entre a estação seca e a chuvosa na camada superficial.
