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Projeto de radier em Franca SP: dimensionamento com ensaios de campo

Rigor técnico a serviço da sua obra.

SAIBA MAIS

O Planalto Ocidental Paulista expõe em Franca solos arenosos finos lateríticos, com horizonte superficial poroso e colapsível durante as primeiras chuvas de verão. O nível dágua profundo, típico do espigão divisor entre as bacias do Sapucaí e Grande, mascara a saturação temporária que ocorre em camadas suspensas após eventos concentrados. Dimensionar um radier nesse contexto exige mais do que a sondagem de rotina: o bulbo de pressões da placa atinge justamente a zona de transição entre o colúvio poroso e o solo residual maduro. Nossa campanha na região registra SPT iniciais baixos, entre 2 e 4 golpes nos primeiros metros, seguidos de impenetrável a partir dos 8 m, o que condiciona a escolha da espessura e da taxa de armadura da laje. Integramos o ensaio de placa quando o perfil indica heterogeneidade lateral, calibrando o módulo de reação vertical para o projeto estrutural do radier.

O coeficiente de reação vertical do solo de Franca varia até 40% entre a estação seca e a chuvosa na camada superficial.

Nossas áreas de serviço

Como trabalhamos

O erro mais comum que vemos em obras de galpões logísticos na saída para Ribeirão Preto é copiar a taxa de armadura de um radier executado em outro lote sem refazer o ensaio de placa. O solo residual de basalto muda de comportamento em poucos metros, e uma diferença de 20% no coeficiente de reação vertical desloca o diagrama de momentos da laje. Nosso procedimento parte da cravação do SPT a cada metro, com coleta indeformada para caracterização completa: granulometria sem defloculante, limites de Atterberg e expansibilidade medida em edômetro. Com esses dados ajustamos o modelo de Winkler e definimos se o radier será rígido ou flexível. Em regiões com aterro sobre turfa, caso do vale do Córrego dos Bagres, associamos a verificação de recalques diferenciais a um plano de compactação controlada, medindo o grau de compactação in situ antes da concretagem.
Projeto de radier em Franca SP: dimensionamento com ensaios de campo
Imagem técnica — Franca

Contexto geotécnico local

A estiagem prolongada de inverno em Franca, com médias abaixo de 30 mm mensais, resseca a argila laterítica e abre fissuras de contração que podem ultrapassar 5 cm de abertura. Quando as chuvas de outubro retornam com intensidade, a infiltração rápida por essas trincas satura o colúvio e dispara colapsos localizados sob o radier. Se a laje foi dimensionada apenas com o perfil de umidade da estação seca, o recalque diferencial resultante trinca o piso industrial e desalinha equipamentos. O contraste com o período chuvoso, que concentra 80% da precipitação anual de 1550 mm entre outubro e março, obriga a campanha de investigação a incluir ao menos um ensaio de placa executado com pré-saturação do solo. Esse procedimento captura a perda de rigidez que o projeto precisa absorver, evitando patologias que só aparecem na primeira safra de verão após a entrega da obra.

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Marco normativo

ABNT NBR 6122:2019 – Projeto e execução de fundações, ABNT NBR 6484:2020 – Sondagem de simples reconhecimento (SPT), ABNT NBR 6489:2019 – Prova de carga direta sobre fundações, ABNT NBR 6118:2014 – Projeto de estruturas de concreto

Dados técnicos

ParâmetroValor típico
Coeficiente de reação vertical (kv)15 a 45 MN/m³ (ajustado por placa)
Tensão admissível do solo0,08 a 0,15 MPa (solo laterítico)
Módulo de elasticidade do solo (Es)18 a 45 MPa (retroanalisado)
Deslocamento máximo sob placa Ø600 mm2,5 a 8 mm para carga de projeto
Profundidade do bulbo de tensões1,2 a 1,8 m abaixo da face inferior
Espessura típica de projeto0,15 a 0,35 m (radier armado)
Norma de referênciaABNT NBR 6122:2019

Perguntas frequentes

Quanto custa um projeto de radier em Franca?

O projeto completo, incluindo campanha SPT e ensaio de placa, parte de R$ 100.000 para lotes de até 2.000 m². O valor sobe conforme a extensão da área, a quantidade de furos e a complexidade geométrica da laje.

Por que o radier é vantajoso no solo laterítico de Franca?

O radier distribui a carga em uma grande área, reduzindo a pressão sobre a camada colapsível superficial. Em vez de concentrar tensão sob sapatas isoladas, a laje inteira trabalha como uma plataforma que acompanha pequenos recalques sem fissurar.

Qual a profundidade mínima de sondagem para dimensionar um radier?

A NBR 6122 exige que a sondagem atinja pelo menos 1,5 vez a largura da placa. Para um radier de 15 m de lado, perfuramos no mínimo 20 m, atravessando a zona de influência do bulbo e registrando o impenetrável ao SPT.

O ensaio de placa é obrigatório para projeto de radier?

Sim, quando o perfil de solo apresenta variabilidade lateral ou quando a carga do radier ultrapassa 50 kPa. O ensaio fornece o coeficiente de reação vertical real, que não pode ser estimado apenas pelo Nspt em solos colapsíveis.

Em quanto tempo entregamos o projeto executivo?

Após a conclusão da campanha de campo, o prazo médio é de 15 dias úteis. Isso inclui a retroanálise dos ensaios, a modelagem numérica, o detalhamento das armações e a emissão da ART do responsável técnico.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Franca e arredores.

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