O erro mais comum que vemos em Franca é tratar o subsolo como homogêneo só porque a sondagem SPT mostrou impenetrável nos primeiros metros. A cidade está sobre os arenitos da Formação Botucatu e basaltos da Serra Geral. O contato entre essas duas formações gera variações laterais bruscas de rigidez. Um furo isolado não capta essa transição. A tomografia sísmica cobre essa lacuna. Mapeamos o perfil de velocidades de ondas P e S ao longo de seções de dezenas de metros, identificando a profundidade da rocha sã e zonas fraturadas. Antes de mobilizar uma perfuratriz em Franca, o ideal é combinar a sísmica com um ensaio SPT para calibrar os contatos geológicos com resistência à penetração, reduzindo surpresas durante a execução.
A refração sísmica em Franca resolve a incerteza do topo rochoso quando a sondagem para no impenetrável: mostramos a continuidade lateral que um furo isolado não vê.
