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Resistividade elétrica / SEV em Franca: mapeamento do subsolo para projetos seguros

Rigor técnico a serviço da sua obra.

SAIBA MAIS

Um galpão industrial projetado às margens da Rodovia Cândido Portinari precisava de água para o processo produtivo. A perfuração de poço sem investigação prévia é um risco que nenhum construtor deveria correr em Franca, cidade que se assenta sobre os arenitos do Aquífero Guarani e os basaltos da Formação Serra Geral. A sondagem elétrica vertical, ou método da resistividade elétrica, elimina a adivinhação. Medimos a variação da resistividade em profundidade para identificar zonas aquíferas fraturadas, delimitar contatos litológicos e até mapear plumas de contaminação antes de qualquer investimento em escavação ou perfuração. Em projetos que exigem controle geotécnico rigoroso, complementamos essa investigação com o ensaio CPT para obter um perfil estratigráfico contínuo da resistência de ponta, cruzando dados geofísicos com parâmetros mecânicos diretos.

A resistividade não mente: cada contraste no perfil geoelétrico revela uma história geológica que a sondagem mecânica sozinha não conta.

Nossas áreas de serviço

Como trabalhamos

Um erro típico que construtoras e projetistas cometem na região é tratar o basalto da Formação Serra Geral como um substrato impermeável e homogêneo. Basta uma campanha de SEV bem calibrada para demonstrar que o basalto local apresenta zonas de fraturamento intenso, preenchidas por água, que são a chave para poços de alta produtividade, mas também rotas preferenciais para contaminantes. Nossa abordagem combina o método da resistividade elétrica com a técnica do caminhamento elétrico quando a topografia suave das colinas de Franca permite; isso gera uma imagem 2D que revela diques de diabásio e variações laterais de fácies que uma sondagem mecânica isolada jamais detectaria. Para fundações de grande porte sobre solo residual de basalto, um estudo de estabilidade de taludes pode ser necessário, especialmente nos bairros com declividade mais acentuada, onde a resistividade ajuda a identificar zonas de saturação em encostas.
Resistividade elétrica / SEV em Franca: mapeamento do subsolo para projetos seguros
Imagem técnica — Franca

Contexto geotécnico local

Em Franca, muitas vezes vemos que a perfuração de poços tubulares profundos é contratada sem um modelo geoelétrico confiável. O resultado? Furos secos em zonas de basalto maciço ou vazões muito abaixo da necessidade do empreendimento porque a locação ignorou as descontinuidades do meio fraturado. O custo de um furo mal localizado na zona rural do município pode ultrapassar facilmente o investimento em uma campanha de SEVs bem planejada. Outro risco crítico é a subestimação da pluma de contaminação em postos de combustível ou indústrias: sem a delimitação geoelétrica, a remediação fica incompleta e o passivo ambiental se perpetua, gerando autuações da CETESB. Ignorar a investigação geofísica é operar no escuro sobre um substrato geologicamente heterogêneo; as consequências vão desde a perda total do investimento em perfuração até processos judiciais por contaminação de aquíferos livres.

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Marco normativo

ABNT NBR 15935:2011 — Investigações geofísicas de superfície, ABNT NBR 16210:2013 — Poços tubulares — Projeto e construção, CETESB DD-256/2016 — Gerenciamento de áreas contaminadas

Dados técnicos

ParâmetroValor típico
Dispositivo eletródico padrãoSchlumberger (AB/2 até 500 m)
Profundidade de investigação típicaAté 150-200 m em área urbana
Resistividade do arenito saturado50 a 300 ohm.m (Aquífero Guarani)
Resistividade do basalto são> 800 ohm.m (Formação Serra Geral)
Norma técnica de referênciaABNT NBR 15935:2011 (Geofísica de superfície)
Resolução verticalDependente da abertura eletródica (curva de sondagem)
Tempo médio de aquisição4 a 6 SEVs/dia em área rural acessível

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre SEV e caminhamento elétrico no contexto de Franca?

A SEV investiga a variação vertical da resistividade em um ponto fixo; é ideal para definir camadas aquíferas e a profundidade do topo rochoso. O caminhamento elétrico, por sua vez, move o arranjo ao longo de uma linha para obter uma seção 2D de resistividade, sendo mais adequado para mapear contatos laterais, fraturas verticais ou plumas de contaminação. Em Franca, frequentemente usamos a SEV para locar poços e o caminhamento para estudos ambientais detalhados.

O método consegue diferenciar arenito seco de arenito saturado?

Sim, e é exatamente essa a principal aplicação hidrogeológica. O arenito da Formação Botucatu, quando seco, apresenta resistividades superiores a 500 ohm.m. Ao saturar com água, esse valor cai para a faixa de 50 a 300 ohm.m. Essa assinatura geoelétrica permite estimar a espessura saturada do Aquífero Guarani e selecionar os intervalos mais produtivos para instalação de filtros no poço.

Quanto custa uma campanha de SEV em Franca?

O investimento parte de aproximadamente $100.000, variando conforme o número de sondagens elétricas, a profundidade de investigação (abertura AB/2) e a dificuldade de acesso ao terreno. Campanhas para locação de poço costumam demandar de 3 a 5 SEVs, enquanto mapeamentos de contaminação exigem uma densidade maior de pontos e, portanto, um escopo mais amplo.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Franca e arredores.

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