O projeto de isolamento sísmico de base começa muito antes da escolha do aparelho de apoio. Em Franca, sobre o basalto da Formação Serra Geral, o primeiro passo técnico é caracterizar a impedância do maciço rochoso e a espessura real do solo residual que o recobre. A instrumentação que usamos em campanha parte de acelerômetros triaxiais de fundo de furo e geofones de 4,5 Hz, posicionados em arranjos lineares que cruzam o terreno da edificação.
O sinal adquirido passa por correlação com o ensaio CPT quando a sondagem atinge o impenetrável, permitindo construir um perfil de velocidades de onda cisalhante (Vs) até o topo rochoso. Essa curva de Vs é o insumo central para calibrar o espectro de resposta específico do sítio, etapa que a ABNT NBR 15421:2006 exige antes de definir o deslocamento de projeto dos isoladores.
Trabalhamos com a premissa de que cada ponto da cidade — da Vila Industrial ao Jardim Dermínio — tem uma coluna estratigráfica distinta, e a rigidez do contato solo-rocha em Franca muda a amplificação sísmica de forma decisiva para o isolamento.
Em Franca, a rigidez do contato entre o solo laterítico e o basalto fraturado controla a eficiência do isolamento sísmico mais do que a distância epicentral.
