A expansão urbana de Franca, consolidada a partir do século XIX sobre os espigões basálticos do Planalto Ocidental Paulista, trouxe desafios geotécnicos que vão além da estabilidade superficial. A cidade, situada a aproximadamente 1.040 metros de altitude, assenta-se sobre solos residuais de basalto e arenitos da Formação Botucatu, materiais cuja resposta a solicitações cíclicas exige atenção redobrada. O microzoneamento sísmico surge como ferramenta indispensável para caracterizar essa resposta ao longo do perímetro urbano, permitindo identificar contrastes de impedância que podem amplificar as vibrações do solo. Diferente de uma análise sísmica pontual, este estudo integra dados geofísicos e geotécnicos para mapear a suscetibilidade local. Para campanhas de campo que alimentam esses modelos, utilizamos o ensaio CPT na investigação de perfis contínuos, essencial para calibrar a estratigrafia em terrenos com intercalações de solo laterítico e rocha alterada típicas de Franca.
O contraste entre o solo residual de basalto e o arenito subjacente em Franca pode gerar amplificações sísmicas localizadas que exigem espectros de projeto específicos por bairro.
