Quem projeta pavimento em Franca precisa se antecipar a um comportamento bem específico do solo local. A cidade está assentada sobre o Planalto Arenítico-Basáltico, e as formações do Grupo Bauru entregam arenitos finos que, sob umidade, perdem resistência rapidamente. É exatamente por isso que o ensaio CBR, seguindo a DNER-ME 049/94, deixa de ser uma etapa genérica e vira condicionante de projeto. O índice de Suporte Califórnia mede a capacidade do material compactado resistir à penetração, e em Franca o contraste entre o arenito residual e as intrusões de basalto exige que a amostragem seja criteriosa. Nosso laboratório processa o corpo de prova na energia de compactação especificada — Proctor Normal ou Intermediário — e o resultado do ISC define se o material serve para base, sub-base ou apenas reforço. Em obras que exigem controle de expansão, os valores de expansibilidade do solo argiloso da região costumam surpreender até engenheiros experientes, e aí o ensaio CPT vira aliado para mapear a estratigrafia antes de decidir a cota de substituição.
CBR abaixo de 2% no subleito de Franca não é raridade — são os arenitos finos do Bauru pedindo substituição ou estabilização antes da pavimentação.
