Os ensaios in situ representam um conjunto de investigações geotécnicas realizadas diretamente no terreno, sem a necessidade de extração de amostras para laboratório, permitindo uma avaliação mais fiel do comportamento do solo ou rocha em suas condições naturais. Em Franca, região nordeste do estado de São Paulo, estes ensaios são fundamentais para caracterizar com precisão o substrato local, marcado por solos residuais de basalto e arenitos da Formação Botucatu, que apresentam grande variabilidade espacial e heterogeneidade. A execução correta destes ensaios é crucial para reduzir incertezas e otimizar projetos de fundações e contenções.
A geologia de Franca é dominada pelos derrames basálticos da Formação Serra Geral, que originam solos argilosos e siltosos, muitas vezes com presença de blocos de rocha e horizontes de alteração irregular. Sobrepostos a estes, ocorrem os arenitos da Formação Botucatu, que podem gerar solos granulares com baixa coesão e alta erodibilidade. Esta condição geológica mista exige um programa de investigação cuidadoso, onde os ensaios de placa de carga (PLT) são empregados para determinar a capacidade de carga e o módulo de deformabilidade do terreno, parâmetros essenciais para o dimensionamento de fundações diretas e rasas, tão comuns nas obras residenciais e comerciais da cidade.
Do ponto de vista normativo, os ensaios in situ no Brasil devem atender rigorosamente às prescrições da ABNT NBR 6484:2020 para sondagens e da ABNT NBR 6489:2019 para prova de carga em placa, além de seguir as diretrizes da ABNT NBR 8044:2018 para projeto geotécnico. Em Franca, a prática local também se alinha com as exigências de órgãos fiscalizadores e concessionárias, que frequentemente solicitam laudos específicos de permeabilidade para projetos de drenagem e rebaixamento de lençol freático, reforçando a necessidade de serviços como o ensaio de permeabilidade in situ (Lefranc/Lugeon) para a correta gestão de águas subterrâneas.
Projetos de infraestrutura urbana, como galerias pluviais e redes de esgoto, bem como empreendimentos industriais e condomínios verticais, são os maiores demandantes destes ensaios em Franca. A presença de solos colapsíveis e a possibilidade de fluxo de água em fraturas do basalto tornam obrigatória a realização de ensaios de permeabilidade e deformabilidade para evitar patologias como recalques diferenciais e instabilidade de taludes. Além disso, obras de médio e grande porte na região necessitam frequentemente de investigações complementares para validar modelos geotécnicos e garantir a segurança e economicidade das soluções de engenharia adotadas.
A principal vantagem é a avaliação do solo ou rocha em suas condições naturais de tensão, umidade e estrutura, sem o distúrbio inevitável da amostragem e transporte. Isso fornece parâmetros de deformabilidade e resistência mais representativos do comportamento real do maciço, especialmente crucial em solos heterogêneos como os de Franca, onde a preservação da textura e porosidade é determinante para prever recalques e capacidade de carga.
A geologia local, com solos argilosos residuais de basalto e arenitos, frequentemente apresenta horizontes com diferentes graus de alteração e blocos de rocha. Isso exige ensaios de placa para avaliar a deformabilidade de solos potencialmente colapsíveis e ensaios de permeabilidade tipo Lefranc para determinar a condutividade hidráulica em zonas fraturadas ou granulares, permitindo projetar sistemas de drenagem eficientes e evitar problemas de instabilidade.
As principais normas são a ABNT NBR 6484 (sondagens), ABNT NBR 6489 (prova de carga em placa) e ABNT NBR 8044 (projeto geotécnico). Para ensaios hidrogeológicos, as diretrizes de procedimentos como Lefranc e Lugeon são frequentemente referenciadas em normativas internacionais adaptadas, mas sua execução deve ser consistente com os princípios da NBR 8044 e especificações técnicas de órgãos como o DAEE em São Paulo.
São exigidos principalmente na fase de investigação geotécnica complementar, após as sondagens iniciais, e durante a fase de projeto executivo. Em Franca, para obras de médio e grande porte, a prefeitura e as concessionárias frequentemente solicitam ensaios de placa para validar a tensão admissível do solo e ensaios de permeabilidade para aprovar projetos de rebaixamento de lençol freático, antes da emissão do alvará de construção.