A normativa ABNT NBR 7207:2022 exige que o dimensionamento de pavimentos flexíveis considere as condições específicas do subleito, e em Franca esse requisito ganha contornos próprios. A cidade está assente sobre o arenito da Formação Botucatu, o que produz solos residuais com elevada porcentagem de areia fina laterizada — um material que na estiagem apresenta excelente capacidade de suporte, mas que pode perder coesão durante as chuvas intensas de verão. Na nossa experiência, projetos de pavimentação asfáltica elaborados sem um levantamento geotécnico adequado costumam apresentar afundamentos em trilha de roda nos primeiros dois ciclos chuvosos. Por isso, antes de definir as camadas do pavimento, realizamos a caracterização completa do subleito com o ensaio CBR de campo para aferir o índice de suporte em condições reais de umidade. A combinação com a granulometria por peneiramento permite modelar a drenagem interna da estrutura e prever o comportamento da base em ciclos de saturação e secagem.
Em Franca, a variabilidade lateral do solo laterítico exige que o projeto de pavimento flexível seja calibrado com ensaios CBR a cada 200 m² para capturar mudanças bruscas no suporte.
